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Tiffany & Co atualizando posicionamentos

Por Letícia Santana, do Borboleta Vintage

Se manter estagnado não é uma opção. Diante dessa certeza, até as marcas mais clássicas e que performam mais conservadorismo se vêem em uma situação em que se adaptar é uma necessidade para manter a sua relevância em alta. Pensando nisso, a americana Tiffany & Co vem sabendo equilibrar brilhantemente as devidas renovações, com todo o legado que uma joalheria de 182 anos carrega.

Tiffany & Co atualizando posicionamentos

Recentemente, a marca resolveu abraçar a causa da sustentabilidade. Depois de todo o seu passado controverso envolvendo inúmeros escândalos em volta da extração de diamantes, agora tentam reescrever sua história. Para isso, a Tiffany desenvolveu certificados que atestam todo o caminho que o diamante percorre da mina até chegar ao seu dedo. Ademais, a joalheria também tem uma ação em defesa dos elefantes (fotos da campanha acima), da qual toda a renda das peças dessa coleção especial é 100% revertida para iniciativa que protege os animais do abate na África.

Tiffany & Co atualizando posicionamentos

Além das ações de impacto direto, como a já citada acima, a Tiffany também vem fazendo mudanças no posicionamento da marca para a divulgação. Se antes as campanhas de anéis de noivado e casamento eram estreladas apenas por casais héteros e brancos, agora a marca caminha para o lado da inclusão, celebrando o amor de forma livre como deve ser.

Tiffany & Co atualizando posicionamentos

Além da representatividade, a joalheria também está buscando criar campanhas mais divertidas e jovens para conquistar as novas gerações. Apesar desse não ser o seu principal objetivo no momento, é sim uma meta importante: “Se você não fizer isso, coloca o seu modelo de negócio em risco para o futuro”, afirma o analista Oliver Chen ao CNN.

Tiffany & Co atualizando posicionamentos

Se conectar com as novas estrelas da música e cinema e manter um relacionamento próximo com elas também vem sendo uma estratégia. Lady Gaga, por exemplo, a nova queridinha da Tiffany, usou joias da marca durante toda a temporada de premiações em 2019. Para a protagonista de “A Star is Born”, eles disponibilizaram até um diamante que havia sido visto pela última vez no pescoço de Audrey Hepburn em 1961.

Fazer mudanças como essas em uma marca centenária, simbolizada pelo consumidor branco, hétero e milionário não é simples, afinal, gera incômodo e reações nem sempre fáceis de controlar. Mas, o caminho para um posicionamento mais sustentável, representativo e coerente é longo. Se a Tiffany quer manter o seu legado por mais séculos, essa transformação precisa acontecer e que bom que os primeiros passos já estão sendo dados.

Fotos: Reprodução.

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